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No artigo anterior vimos como são os tipos de cópias de segurança, mais conhecido como backup.
Nessa semana iremos abordar como e quando recuperar um sistema depois de um desastre, que sempre é uma situação tensa, ninguém gosta de passar por isso mas a lei de Murphy insiste em nos lembrar que isso existe e acontece com todos, inclusive com você!
Na restauração de sistema em RAIDs costuma ser simples, onde apenas se trocando o disco que esta com problemas por um novo disco se refaz a matriz RAID e o sistema volta ter a o nível de segurança anterior. Dependendo do hardware utilizado essa troca pode ser efetuado com o servidor ligado
Restauração do Backup completo - Full: Talvez o backup mais simples de restauração e o mais raro de ser efetuado de forma isolada. Já que esse tipo de backup possui TODOS os dados existentes anteriormente. Basta copiar o arquivo ou os arquivos que foram perdidos, modificados ou corrompidos para a sua localização original.
Diferencial Para efetuar a sua restauração é necessário retornar o backup completo ou o arquivo que se precisa restaurar do backup completo e a última cópia do backup diferencial ou a cópia do arquivo que se precisa restaurar do backup incremental. Como pode se perceber esse processo demora um pouco mais do que a restauração do backup completo, porém é menos oneroso do que se ter várias cópias dos backups completos, reduzindo significativamente o espaço utilizado para os backups.
Incremental Nesse tipo de backup a sua restauração é muito mais trabalhosa e demorada, pois é necessário restaurar a cópia do backup completo e todas as cópias incrementais sucessivamente até a data ou versão do backup incremental que se deseja restaurar. Caso tenhamos que restaurar uma versão de backup onde houveram 30 backups incrementais é preciso restaurar o backup completo e os 30 backups anteriores para se tenha a restauração do arquivo da última versão do backup efetuado. Como pode perceber essa é a forma mais trabalhosa e demorada na restauração da cópia de segurança, porém essa forma de backup é a que ocupa menor espaço em disco do que as opções anteriores. Com essas informações já é possível criar uma rotina de backup eficiente, com um tempo de restauração caso ocorra algum problema de acordo com a realidade que temos.
Isso já basta ? (Opcional)
A resposta infelizmente é NÃO!
Não adianta realizarmos backups diariamente se as mídias de backup ficam fisicamente no mesmo local do equipamento. Para ilustrar a importância de se deixar as mídias em locais físicos separados irei citar um exemplo real de meu conhecimento, onde um administrador de redes implementou em seu servidor sucesso um sistema de RAID 5 no servidor, utilizando com discos SAS Hot Swap, além de manter 3 cópias dos mesmos dados de backup em locais diferentes, uma cópia diária no próprio servidor para restauração rápida em casos de modificações ou apagamentos acidentais de arquivos dos usuários, uma cópia no disco que estava em sua estação de trabalho além do backup realizados em fitas DLT. Ainda realizava backups completos a cada 30 dias em fitas DLT específicas para esses fins, separadas das fitas de uso diário, onde mantinha fitas independente para cada dia do mês. Com toda essa estrutura, ele se sentia seguro e protegido. Durante um final de semana houve um incêndio no prédio dessa empresa, onde todos os equipamentos foram perdidos, servidores, estações de trabalhos, arquivos financeiros, etc. Tudo foi perdido, mas a diretoria e a gerencia estava tranquila, pois investiram muito no sistema de backup e todos esses documentos estavam armazenados no sistema interno da empresa. Só não contavam que o administrador guardava as fitas de backup na gaveta de sua mesa, que também foi destruída no incêndio. Ou seja, TODOS os dados de anos da empresa foram perdidos. Isso poderia ser evitado caso o administrador tivesse tido o cuidado de levar consigo ao final do dia as fitas de backup diário para sua casa ou pelo menos a cópia mensal que estava completa, assim os dados da empresa estariam protegidos. Pelo menos uma das mídias de backup completos devem obrigatoriamente estar fisicamente fora do ambiente em que foi efetuado o backup para se evitar esse tipo de problema. Em se tratando de backup as mídias de backup devem ser consideradas como potenciais fontes de problemas.
Mídia de Backup = n - 1
Ou seja, é preciso por segurança ter pelo menos 2 mídias independentes de backups para se ter uma única mídia confiável. Em cada operação de backup o ideal é se realizar uma checagem, restaurando arquivos de forma aleatória, realizando checagem também nas mídias, garantindo assim que ao se necessitar do backup ele exista e possa ser restaurado com sucesso. Nunca confie plena e cegamente em seu backup, teste sempre! É muito comum os softwares de backup gerarem relatórios de sucesso em sua operação e quando mais se precisam desses dados eles estão indisponíveis. A frequência de seus backups pode variar com o volume de alterações e criações de arquivos feitas no decorrer de um período de tempo. O backup deve ser uma forma de facilitar e garantir a segurança dos usuários e nunca uma atividade penosa e complicada para ser realizada e principalmente deve ser de simples e fácil restauração.
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